Desculpe por sentir. Peço perdão
por ter cometido um erro tão mundano.
Desculpe
por causar problemas, ou melhor, por ser o real problema. Desculpe por
transmitir positividade quando você quer ficar mal.
Desculpe
por comer e me lambuzar. Desculpe por andar e tropeçar no ar.
Desculpe se
meu jeito meio radical e grosseiro se funde a minha meiguice natural e isso te
confunde.
Desculpe
por dar um nó em seus ideais modernos com minha condição ultrapassada do que é
certo e errado.
E
principalmente, desculpe por agir da forma que eu considero errada e exigir que
você faça a certa.
Desculpe
por me preocupar. Desculpe por ser tão intensa. Desculpe por ler demais.
Desculpe por querer que minha vida seja um filme. Desculpe pelos tons escuros
que visto. Desculpe por detestar música alta. Desculpe por ser ruim em
matemática. Desculpe por preferir a mim do que a você.
Desculpe
pelo meu grotesco jeito de amar.
Desculpe
por ser um erro.
Desculpe
por não entender o pecado e ver diversão na ilegalidade.
Desculpe
pela rebeldia, ou melhor, não desculpe. Esta eu apenas peço que você tenha
paciência em lidar assim como tenho com a sua genuína ignorância dos fatos.
Desculpe
por não me importar com os perigos em que aposto minha vida mesmo sabendo o
quanto isso te machuca.
Desculpe
por ser bruta tanto com palavras quanto com minhas ações.
Desculpe
por ver a aparência ao caráter e o caráter ao dinheiro. Desculpe por ser tão
confusa.
Desculpe
por ser tão crítica, tão dura, tão estressada, tão eu.
Desculpe
pelo ar de soberba quando o assunto é de meu conhecimento.
Desculpe
por ser tão insolente. Desculpe pela minha total falta de ego. Desculpe pela
nostalgia constante.
Desculpe
por aceitar facilmente.
Desculpe
pelas dores físicas e emocionais.
Desculpe
ter deixado o nosso contrato sobre ser simples, expirar.
Desculpe
pelo meu jeito. Assim como eu mesma, já me desculpei.

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