Eu não sinto absolutamente nada.
Como posso ser tão vazia? Como posso estar tão incompleta? É tudo tão
superficial. Tudo tão real.
A realidade ao extremo me
transtorna. O palpável não me apetece, até por que, o alucinógeno é mais
excitante.
No mundo irreal há desejo,
adrenalina, fúria, espontaneidade.
Isso foge da minha rotina passiva,
a minha tímida vida sem qualquer graça ou emoção. A correta e virtuosa vida de
uma jovem pura e cheia de valores.
A jovem a qual me dá repulsa e que
transmite orgulho a todos que a rodeiam.
Transmite clareza e limpeza,
entretanto, por dentro, está tão sozinha, tão sem luz, tão sem motivos para
continuar.
Se a esperança é a última que
morre, considere-me morta.

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Volte sempre pequeno cupcake