Tenho uma confissão a fazer: quando eu acordei na manhã
do dia 31 minha vontade foi de chorar e fazer birra como uma criança mimada.
Não queria mesmo que o ano acabasse. Sentia aquela sensação de término, uma
tristeza morna que tomava conta das pequenas coisas.
E por quê? Bem, foi o ano que eu mais me amei em toda a
minha vida. Foi o ano em que eu me permiti viver ao máximo, aprender ao máximo
e usufruir de tudo o que as grandes mudanças me proporcionaram.
Me permiti ser sincera, ser querida e bem vista. Fui
leve, alegre e espontânea. Ri, fiz rir.
Foi também o ano mais longo da minha vida, diga-se de
passagem. Céus, parece que faz anos desde quando terminei meu namoro, desde
quando eu comecei o cursinho pré-vestibular... E gente, eu me permiti encantar
por quatro garotos só esse ano! É mole?
A verdade é que, quando a contagem regressiva deu-se por
cessada e o relógio da Praça da Matriz badalou a meia noite, eu não me sentia
eu mesma. Era como se todo o meu DNA tivesse passado por uma série de pequenas
mudanças com relação ao meu comportamental.
Não me leve a mal, é só que, eu sempre repudiei aquelas
pessoas que vem com aquelas frases prontas de, “Eu amadureci muito” ou então “Eu
cresci muito nos últimos tempos”.
Além do que, já se tocou que essas frases sempre estão
acompanhadas de um tom de orgulho próprio? Acredite, se você é assim, saiba que
é extremamente chato e desnecessário.
Por conta disso, eu não vim dizer que cresci, amadureci
ou que agora estou mais mulher. O que eu quero dizer com tudo isso é que,
dentro deste um ano, eu me curei. Me curei de crises, neuras e até mesmo
inseguranças que não deveriam estar ali. Me envolvi com pessoas diversas,
cultas, divertidas e que conseguiram me deixar completa com carinho e
simplicidade.
Sendo totalmente sincera, eu nunca fiz promessas sérias
de viradas. Listinhas de desejos para a nova etapa que viria? Apenas para
participar, jamais para cumprir realmente. Mas, esse ano, eu quis algo diferente.
Quis ser algo diferente acabo de me sentir o Oliver Queen, e por conta
disso, jurei que preservaria este sentimento bom que se apossou de mim por
completo.
Prometi que aprenderia a beber, a fazer bolinhas de
fumaça com o cigarro, terminaria meu livro, me dedicaria a meu blog, estudaria
muito independente da faculdade que eu cursar, seguiria minha dieta, não
seria negligente quanto a minha saúde (ou seja, não fugiria dos médicos),
amadureceria a ideia de fazer uma tatuagem, voltaria a escutar as músicas que
eu gosto sem me preocupar com críticas, finalizaria minhas duas fanfics, leria
todos os meus livros pendentes, faria yoga, faria aula de canto e de teatro,
concluiria meu espanhol e iria visitar mais museus e bibliotecas por toda São
Paulo.
Simplificando tudo, eu prometi a mim mesma que seria mais
feliz do que me tornei em 2014, e menos do que eu poderei vir a ser em 2016.
Então, nova vida, novo ano, novos hábitos e nova
playlist. Assinem os papéis, me dei alta para viver!


Admiro tudo em você, não houve momento mais doloroso para mim do que o ano de 2014, mas fico muito feliz por ter sido seu melhor momento. Tenho certeza que foi apenas o início de tudo que irá conquistar. De todas as suas pretensões, não torço pela tatuagem (kkkk... sua mamãe, que te ama mais que tudo).
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