Hoje, sete de janeiro, é o dia mais empolgante do ano após o meu aniversário: é o dia do leitor! *-*
Há um ano eu estava arrumando minha mochila para ir
passar uns dias com a minha tia e acabei não voltando mais para Praia Grande.
Eu poderia escrever sobre isso, claro. Como me senti
traída, revoltada, amargurada e indignada com o que aconteceu, mas, não. Posso
escrever sobre o que mais amo na vida e agradecer ao fato de ter me livrado
desta terra que não agrega valor algum à vida de alguém. E muito menos à
minha.
Sendo assim, farei um #TOP3LivrosDeCabeceira para vocês.
#1
Senhora – José de Alencar
Aurélia Camargo, filha
de uma pobre costureira e órfã de pai, apaixonou-se por Fernando Seixas – homem
ambicioso - a quem namorou. Este, porém, desfez a relação, movido pela vontade
de se casar com uma moça rica, Adelaide Amaral, e pelo dote ao qual teria direito
de receber.
Passado algum tempo, Aurélia, já órfã de mãe
também, recebe uma grande herança do avô e ascende socialmente.Passa, pois, a
ser figura de destaque nos eventos da sociedade da época.
Dividida entre o amor e o orgulho ferido, ela
encarrega seu tutor e tio, Lemos, de negociar seu casamento com Fernando por um
dote de cem contos de réis. O acordo realizado inclui, como uma de suas
cláusulas, o desconhecimento da identidade da noiva por parte do contratado até
as vésperas do casamento.
Ao descobrir que sua noiva é Aurélia,
Fernando se sente um felizardo, pois, na verdade, nunca deixara de amá-la, e
abre seu coração para ela.
A jovem, porém, na noite de núpcias, deixa
claro: "comprou-o" para representar o papel de marido que uma mulher
na sua posição social deve ter. Dormiram em quartos separados. Aurélia não só
não pretende entregar-se a ele, como aproveita as oportunidades que o cotidiano
lhe oferece para criticá-lo com ironia. Durante meses, uma relação conjugal
marcada pelas ofensas e o sarcasmo se desenvolve entre os dois.
Este é o livro favorito
da minha mãe. Quando eu tinha 14 anos ela entrou em meu quarto, retirou Os Noturnos que eu já estava na
quarta leitura da minha mão, e disse: leia algo que preste pelo menos,
tome.
E ela jamais esteve tão
certa em toda sua vidinha. O livro é bárbaro, forte e cheio de segredos. A
forma como Aurélia lida com suas perdas, a rejeição perante a sua condição
financeira, sua superação social e sua presença de espírito junto com Fernando
são fatores que nos prendem do início ao fim do romance.
A maneira como Aurélia
resolve seus problemas trás à tona toda a força feminina imposta pela época.
Dinheiro, amor, orgulho e sedução fazem parte de todo o enredo nos deixando
fascinados com tanta devoção e paixão das personagens. Ao mesmo tempo, esses
mesmos fatores nos deixam totalmente estressados e angustiados pelo desfecho e pelo momento do finalmente dos dois
protagonistas.
Eu, em toda a minha
vida, jamais vi um pedido de casamento tão maravilhoso e digno de choros como
este.
Este livro, com toda a
sua grandeza, trouxe em mim não só este sentimento aconchegante de desejar amar
como Aurélia, mas, também, aquele de ser uma mulher como ela.
#2 Kiki
Strike e a Cidade das Sombras – Kirsten Miller
A vida nunca será a mesma para Ananka Fishbein
depois que ela se aventurou dentro de um enorme buraco perto de seu apartamento
em Nova York. Milhões de ratos, garotas escoteiras delinquentes a procura de
vingança, e uma cidade secreta embaixo das ruas de Manhattan se combinam nesse
memorável livro sobre um lado obscuro da cidade de Nova York que você apenas
começou a desvendar...
Este é aquele livro que toda
garota, no começo da adolescência, necessita ler.
Ele me deu aquela sensação maravilhosa de
que eu era capaz de tudo, entende? Eu podia crescer, independente de qual seria meu talento. Ter amizades distintas e prosseguir sendo eu mesma. Poder fazer
algo importante para a minha cidade e o mais importante: me ensinou que eu
poderia ser perigosa.
Aquele perigo gostoso, envolvente e ácido! É o
livro favorito de qualquer pré-adolescente sensata e que almeja ser grande um
dia.
#3 –
Orgulho e Preconceito – Jane Austen
Considerada a primeira romancista moderna da literatura
inglesa, Jane Austen começou seu segundo romance, "Orgulho e
Preconceito", antes dos 21 anos de idade. Assim como em outras obras de
Austen, o livro é escrito de forma satírica. "Orgulho e Preconceito"
pode ser considerado como especial porque transcende o preconceito causado
pelas falsas primeiras impressões e adentra no psicológico, mostrando como o
autoconhecimento pode interferir nos julgamentos errôneos.
Como eu poderia descrever a perfeição?
Este livro me deixou noites e noites acordada. Eu não
conseguia entender como algo tão belo, doce e puro poderia existir. Ou melhor!
Que pôde ter existido um relacionamento como esses, em um tempo qualquer deste universo.
O que eu quero dizer é que não há como terminar este
livro, sem desejar, do fundo da sua alma, ser alguém como Elizabeth Bennet. Não, não é isso. Não há como terminar este
livro sem desejar, do fundo de sua alma, ter alguém como Fitzwillian Darcy.
Sim, meus caros leitores, a garota que aqui vos fala é
uma romântica assumida. Pior! Uma amante da literatura romancista inglesa. Há
maior iludida do que eu mesma? Creio que não.
Mr. Darcy povoa os pensamentos e sentidos de qualquer garota tola como eu. Ele é o típico homem de contos de fadas, de uma moça sonhadora e avessa à realidade.
Postura, inteligência, caráter, educação, fineza, zelo, devoção e base
familiar. Me chamem de antiquada ou do que quiserem, mas estes são fatores
essenciais em alguém que um dia poderia vir a chamar de meu.
Mr. Darcy é, sem sombra de dúvidas, a minha aclamação de homem perfeito, assim
como Elizabeth, é o que desejo alcançar um dia como mulher.
Uma relação intelectual, regada de amor inocente e doses extras de
críticas sociais.
O melhor livro que eu já ousei ler. O meu xodó literário.
A obra que merece toda a minha apreciação e devoção incondicional.
Gostam de algum? Comentem! Beijos e cheiros :**



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