sexta-feira, 13 de março de 2015

E ele perdura...


Eu já amei alguém. E não, não foi meu ex-namorado. Na realidade, aquilo era uma paixão psicótica que me adoecia a cada fala romântica. Estou falando de amor de verdade.

Eu amei alguém, e era o sentimento mais puro que eu já vira a sentir. Eu tinha carinho, cuidado e admiração por ele... E ele jamais foi meu, nem por um momento.

Ele me amou de volta, amou de forma bela e sublime. Me amou tanto, que jamais ousou tentar algo, ele sabia que não era a hora.

Ele me amou tanto que quando a hora chegou, mesmo sabendo que poderia me ter com um estalar de dedos, me respeitou e disse que seu coração sempre seria meu.

Eu amei alguém que valeu a pena todos os abraços mornos recebidos a cada visita, cada partida de videogame em meio ao frio, cada toque de testas, cada desenhar de sobrancelhas, cada beijo de esquimó.

Foi um amor que me preencheu em todos os desejos de feliz aniversário, em cada segredo compartilhado...

Eu não passava noites em claro pensando em algo impossível, não havia falsas esperanças e nem desejos tolos. Era apenas a certeza de que ele estaria ali comigo no dia seguinte para falar comigo e zelar por mim.

Era o meu anjo perfeito, meu amor perfeito... Nunca houve dor, raiva ou ciúme.

Nosso relacionamento sempre foi baseado em felicidade e amizade. Éramos nós, e somos até hoje.

Sim, eu amo alguém. E eu penso nele todos os dias, com saudade e nostalgia, com a certeza de que ele está feliz... E isso é tão bom! Quase tão bom quanto acarinhar seus cabelos e sentir seu cheiro.

Saber que ele está bem me completa, é como se milhões de estrelas se apossassem de mim. Me sinto quente, viva.

E mesmo sabendo que no momento outra o tem entre lençóis confidentes, à parte, o aguardo como sempre aguardei.

Paciente, solene... O amo, sou dele, e jamais pertenci a mais ninguém.

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