Eu
já amei alguém. E não, não foi meu ex-namorado. Na realidade, aquilo era uma
paixão psicótica que me adoecia a cada fala romântica. Estou falando de amor de
verdade.
Eu
amei alguém, e era o sentimento mais puro que eu já vira a sentir. Eu tinha
carinho, cuidado e admiração por ele... E ele jamais foi meu, nem por um
momento.
Ele
me amou de volta, amou de forma bela e sublime. Me amou tanto, que jamais ousou
tentar algo, ele sabia que não era a hora.
Ele
me amou tanto que quando a hora chegou, mesmo sabendo que poderia me ter com um
estalar de dedos, me respeitou e disse que seu coração sempre seria meu.
Eu
amei alguém que valeu a pena todos os abraços mornos recebidos a cada visita, cada partida de videogame em meio ao frio,
cada toque de testas, cada desenhar de sobrancelhas, cada beijo de esquimó.
Foi
um amor que me preencheu em todos os desejos de feliz aniversário, em cada segredo
compartilhado...
Eu
não passava noites em claro pensando em algo impossível, não havia falsas
esperanças e nem desejos tolos. Era apenas a certeza de que ele estaria ali
comigo no dia seguinte para falar comigo e zelar por mim.
Era
o meu anjo perfeito, meu amor perfeito... Nunca houve dor, raiva ou ciúme.
Nosso
relacionamento sempre foi baseado em felicidade e amizade. Éramos nós, e somos
até hoje.
Sim,
eu amo alguém. E eu penso nele todos os dias, com saudade e nostalgia, com a
certeza de que ele está feliz... E isso é tão bom! Quase tão bom quanto
acarinhar seus cabelos e sentir seu cheiro.
Saber
que ele está bem me completa, é como se milhões de estrelas se apossassem de
mim. Me sinto quente, viva.
E
mesmo sabendo que no momento outra o tem entre lençóis confidentes, à parte, o
aguardo como sempre aguardei.
Paciente,
solene... O amo, sou dele, e jamais pertenci a mais ninguém.

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