Oh meu Merlin, como expressar em palavras a dimensão de minha felicidade? Vamos tentar assim:
EU
PASSEI NA UNESP, PORRA!
É,
acho que deu.
Euzitcha,
Nayara Gilio Poloni, passei na Faculdade de Ciências e Letras de Assis e
cursarei História *-*
Só
eu estou orgulhosa de mim? Tudo bem, não ligo, estou realizando um sonho!
Meus
doces e queridos cupcakes que aqui me acompanham, eu não me contenho para dizer
o quanto isso está sendo incrível!
Eu
realmente passei em uma estadual! Eu fui capaz, eu consegui e estou lá.
Mamãe
foi atrás de moradia e ao que tudo indica, morarei com a fadinha mais filha
da puta existente ♥. Já o papai me levou para a realização da matrícula e
claro, ele não pôde ser menos ogro, menos papai.
Ele
realmente teve que se portar como o viking, que ele tem tanto orgulho de ser, e
espantar meus futuros colegas. E sinceramente? Eu achei o máximo ter sido a
única a não ser pintada haha.
Adorei
o Campus possuir tanto verde capaz de produzir oxigênio para São Paulo inteira,
o fato das ruas não terem placas, ou do lugar agregar a população média do meu bairro.
A
quem quero enganar? Sentirei falta da minha cidade. Do cloro na água tratada do
chuveiro, das pessoas me ignorarem educadamente no metrô e do Starbucks.
Sentirei
falta da minha cama, do meu frio aconchegante ás 18h, dos gringos em meio à praça,
das exposições gratuitas e dos músicos da Paulista.
Dos
hippies dizendo que me amam ao passarmos pelo Centro, dos vendedores da
Liberdade, das comidas feitas com tanto esmero na Mooca e de virar a noite no
Tatuapé.
Porém,
era isso, certo? Desde o início sempre fora isso. Eu jamais fui de um lugar só
e creio eu, que jamais serei.
Pois
que o que importa é o que levo comigo, aquela bagagem que ninguém pode tirar de
mim. Aquela trouxinha pequena e modesta, que guardo com carinho onde quer que
eu tenha ido dentro dos meus dezoito anos não tão bem vividos, mas muito bem
aproveitados.
Então
é isso, trocando as fitas, apertando o play
novamente e seguindo em frente. Pois eu apenas comecei a viver.
Nada
de mamãe me acordando com beijos, ou de titio me fazendo café da manhã, de Cacá
lavando minha roupa, de vovó comprando mimos ou de Vivi me azucrinando.




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