quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

BIXETE UNESP 2015


Oh meu Merlin, como expressar em palavras a dimensão de minha felicidade? Vamos tentar assim:

EU PASSEI NA UNESP, PORRA!

É, acho que deu.

Euzitcha, Nayara Gilio Poloni, passei na Faculdade de Ciências e Letras de Assis e cursarei História *-*

Só eu estou orgulhosa de mim? Tudo bem, não ligo, estou realizando um sonho!

Meus doces e queridos cupcakes que aqui me acompanham, eu não me contenho para dizer o quanto isso está sendo incrível!

Eu realmente passei em uma estadual! Eu fui capaz, eu consegui e estou lá.

Mamãe foi atrás de moradia e ao que tudo indica, morarei com a fadinha mais filha da puta existente . Já o papai me levou para a realização da matrícula e claro, ele não pôde ser menos ogro, menos papai.

Ele realmente teve que se portar como o viking, que ele tem tanto orgulho de ser, e espantar meus futuros colegas. E sinceramente? Eu achei o máximo ter sido a única a não ser pintada haha.

Adorei o Campus possuir tanto verde capaz de produzir oxigênio para São Paulo inteira, o fato das ruas não terem placas, ou do lugar agregar a população média do meu bairro.

A quem quero enganar? Sentirei falta da minha cidade. Do cloro na água tratada do chuveiro, das pessoas me ignorarem educadamente no metrô e do Starbucks.




Sentirei falta da minha cama, do meu frio aconchegante ás 18h, dos gringos em meio à praça, das exposições gratuitas e dos músicos da Paulista.

Dos hippies dizendo que me amam ao passarmos pelo Centro, dos vendedores da Liberdade, das comidas feitas com tanto esmero na Mooca e de virar a noite no Tatuapé.


Porém, era isso, certo? Desde o início sempre fora isso. Eu jamais fui de um lugar só e creio eu, que jamais serei.

Pois que o que importa é o que levo comigo, aquela bagagem que ninguém pode tirar de mim. Aquela trouxinha pequena e modesta, que guardo com carinho onde quer que eu tenha ido dentro dos meus dezoito anos não tão bem vividos, mas muito bem aproveitados.

Então é isso, trocando as fitas, apertando o play novamente e seguindo em frente. Pois eu apenas comecei a viver.

Nada de mamãe me acordando com beijos, ou de titio me fazendo café da manhã, de Cacá lavando minha roupa, de vovó comprando mimos ou de Vivi me azucrinando.

Chegou a hora desta medíocre e mimada criatura crescer, de amadurecer. 



Mundo, cheguei.

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Volte sempre pequeno cupcake