sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Outra qualquer

Ela sonhou. Sonhou para si. Sonhou alto. E no que sonhou, ela caiu. Não uma queda qualquer ou com emoção. Uma queda fria, esperada.
Tão tola era, pensava. Uma mulher tão fraca, tão frágil, tão vivida!
Ria de si! Do que adiantava ser vivida?! Era tão inocente quando o problema era tratar daquele assunto viral que tanto a entorpecia!
Amor... Fungou irônica. As pessoas do vagão a encaravam feio.
Realmente chegara a cogitar tal absurdo? Pensou que as pessoas poderiam sentir algo assim por ela?
Talvez estivesse se considerando importante demais, quem sabe?
Porém, ela nunca fora, certo?
Era apenas um erro, um equívoco!
Um acidente melancólico. Ela era fruto de uma paixão, de um momento de prazer. Ela não era digna de amores plenos e duradouros.
Apenas uma albina que se erguia à floresta de concreto a sua frente.
Ela existia e enquanto isso a manteve-se em pé, era o que importava.

2 comentários:

  1. Muito bom o texto! ;)

    Me visite quando puder: http://letstalkaboutamor.blogspot.com

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    1. Muito obrigada! Desculpe a demora, fiquei ausente por um tempo! (Haha) irei visitar-te com prazer! Volte sempre! *-*

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Volte sempre pequeno cupcake